A Sociedade Gestora da Alta de Lisboa vai lançar o conceito de "arremprar", que junta o arrendamento com a possibilidade de comprar o imóvel. O director comercial desta sociedade disse que este conceito permite fazer um "upgrade" ou um "downgrade" ao apartamento que se está a comprar.
A Sociedade Gestora da Alta de Lisboa (SGAL) lança, esta terça-feira, o conceito imobiliário do “arremprar”, que conjuga o arrendamento com a possibilidade de comprar o imóvel até ao 60º mês de contrato. Não deixa de ser um contrato de arrendamento que dá ao arrendatário a possibilidade de a qualquer altura ao longo do contrato comprar a casa onde habita utilizando para a compra uma parte do pagamento das rendas que efectuou», explicou o director comercial da SGAL.
À TSF, Graciano Garcia admitiu que este conceito não é novo, mas que tem algo que o diferencia de outros contratos de arrendamento como o facto de o titular poder ceder a sua posição contratual mesmo sendo um contrato de arrendamento.
«Se a determinada altura, ele não quiser exercer a sua opção de compra, mas também não quiser comprar a casa onde mora por qualquer razão pode ceder a sua posição contratual a terceiros e serem estes a exercer a opção de compra», acrescentou.
Graciano Garcia adiantou ainda que o titular deste contrato poderá ainda fazer um “upgrade” ou um “downgrade” do apartamento que está a comprar, «porque a vida das pessoas muda ao longo da existência do contrato de arrendamento». «Se a família cresceu, a pessoa quer comprar um apartamento maior pode exercer uma opção de compra sobre uma outra fracção da SGAL, uma outra tipologia com mais quartos ou com menos quartos», concluiu.
O presidente da Associação dos Profissionais de Mediação Imobiliária em Portugal indicou, por seu turno, que em função da crise é preciso inovar. Também em declarações à TSF, Luís Lima explicou que algumas mediadoras já estão a usar o «contrato com opção de compra» e «contratos com companhias de seguro que usam determinados serviços». «Esta crise chegou a todos e a nós mediadores também.
Temos de inovar», acrescentou o presidente da APEMIP. O "arremprar" que é lançado esta terça-feira pela Sociedade Gestora da Alta de Lisboa aplica-se às cerca de 200 casas T1 a T5 que a SGAL tem à venda e nas construções futuras.